Á 500 anos, antes de
recebermos as primeiras influências da colonização portuguesa, o Brasil era uma
nação tradicionalmente animista devido à presença exclusiva dos povos
indígenas. Com a colonização portuguesa a partir de 1500, o catolicismo ganha
força, e com a catequese dos índios o quadro social religioso brasileiro começa
a ser alterado.
Logo em seguida outra
cultura e crença também passa a ser semeada. Era a cultura africana trazida
pelos escravos africanos que lançava suas raízes em solo tupiniquim. O
resultado de toda essa mistura de fé, tradição, ritos e deuses, é a nossa
realidade sincrética e uma diversidade de crenças como não existe em nenhum
país do mundo, e tudo isso pode ser visto nas festas folclóricas regionais como
bumba meu boi, marabaxo, Festival de Parintins, carimbó etc., nas músicas nas
roupas, nos pratos típicos tais como o acarajé, acaçá, amalá, vatapaá, maniçoba
etc.
Com isso, encontramos a
influência do animismo, fetichismo e superstições no nosso dia a dia. Dessas
influências queremos apenas destacar as crenças e práticas provenientes da
cultura africana, que tomaram forma no Brasil, durante séculos de histórias. O
sincretismo foi a estratégia de sobrevivência das crenças africanas. Contudo é
necessário lembrar que os africanos trazidos para o Brasil não eram homogêneos em
sua origem, pertenciam a diferentes tribos. Vieram de três regiões: da Guiné
Portuguesa, do Golfo da Guiné, Costa da Mina, e de Angola, alcançando
Moçambique.
CULTOS AFROS - APENAS FOLCLORE ?
A umbanda e os cultos
afro-brasileiros são tidos por alguns estudiosos como arte popular ou
folclórica, cujos rituais representam o passado religioso do Brasil de nossos
dias, portanto dizem, não se lhes deveria atribuir significado religioso.
Todavia a umbanda como tal, e os cultos afro-brasileiros em geral, são formas
de religião e querem ser assim tratados pelos seus adeptos. A umbanda formou-se
a partir da macumba após 1934, restaurando ou reestruturando atitudes
religiosas de povos da África. Além dos elementos africanos, incorporaram
ao seu patrimônio religioso traços do
espiritualismo kardecista e do Cristianismo.
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