sábado, 23 de novembro de 2013

CULTOS AFROS NO BRASIL

Á 500 anos, antes de recebermos as primeiras influências da colonização portuguesa, o Brasil era uma nação tradicionalmente animista devido à presença exclusiva dos povos indígenas. Com a colonização portuguesa a partir de 1500, o catolicismo ganha força, e com a catequese dos índios o quadro social religioso brasileiro começa a ser alterado.

Logo em seguida outra cultura e crença também passa a ser semeada. Era a cultura africana trazida pelos escravos africanos que lançava suas raízes em solo tupiniquim. O resultado de toda essa mistura de fé, tradição, ritos e deuses, é a nossa realidade sincrética e uma diversidade de crenças como não existe em nenhum país do mundo, e tudo isso pode ser visto nas festas folclóricas regionais como bumba meu boi, marabaxo, Festival de Parintins, carimbó etc., nas músicas nas roupas, nos pratos típicos tais como o acarajé, acaçá, amalá, vatapaá, maniçoba etc.
Com isso, encontramos a influência do animismo, fetichismo e superstições no nosso dia a dia. Dessas influências queremos apenas destacar as crenças e práticas provenientes da cultura africana, que tomaram forma no Brasil, durante séculos de histórias. O sincretismo foi a estratégia de sobrevivência das crenças africanas. Contudo é necessário lembrar que os africanos trazidos para o Brasil não eram homogêneos em sua origem, pertenciam a diferentes tribos. Vieram de três regiões: da Guiné Portuguesa, do Golfo da Guiné, Costa da Mina, e de Angola, alcançando Moçambique.
CULTOS AFROS  - APENAS FOLCLORE ?
A umbanda e os cultos afro-brasileiros são tidos por alguns estudiosos como arte popular ou folclórica, cujos rituais representam o passado religioso do Brasil de nossos dias, portanto dizem, não se lhes deveria atribuir significado religioso. Todavia a umbanda como tal, e os cultos afro-brasileiros em geral, são formas de religião e querem ser assim tratados pelos seus adeptos. A umbanda formou-se a partir da macumba após 1934, restaurando ou reestruturando atitudes religiosas de povos da África. Além dos elementos africanos, incorporaram ao  seu patrimônio religioso traços do espiritualismo kardecista e do Cristianismo.

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