A história e a filosofia das religiões fazem parte do cabedal cultural, indispensável para quem quer compreender o mundo. De fato, a sociedade moderna não considera culta uma pessoa que não saiba nada sobre Aristóteles, Shakespeare ou Napoleão. Será, então, que podemos formar nossos jovens sem conhecer Van Gogh, Kant,Freud e Einstein ? Ou, na América Latina, Neruda, Jorge Amado, José Martin ou Zumbi dos Palmares? Como poderiam, então, ignorar Moisés, Buda, Jesus, Maomé, sem perder elementos fundamentais para a compreensão das culturas?
As religiões fazem parte da cultura. Elas fecundaram o patrimônio dos povos, inspiraram arte, política, direito, economia, costumes e alimentação. O desafio é que a história e, menos ainda, os fatos religiosos não podem ser compreendidos de forma neutra e distante. Cada vez mais as ciências são convidadas a perder a arrogância de se considerar acima do bem e do mal. Feliz ou infelizmente, sempre falamos a partir de um ponto de vista. A pior ilusão consiste em crer que não se tem ponto de vista. A pretensão de um conhecimento objetivo e equidistante é ilusória. Principalmente ao se tratar de religião, como em matéria de amor, ninguém se situa em domínio neutro.
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