sexta-feira, 17 de maio de 2013

GETÚLIO VARGAS. O ÍDOLO MAL AMADO


Getúlio Vargas, é tido como presidente mais popular que o país já teve. Sua memória ainda hoje é venerada. Mulheres paulistas entrevistadas por uma socióloga o vêem, no entanto, como um governante detestável.
Getúlio Vargas foi o político que por mais tempo conduziu os destinos do Brasil republicano. Autores que trabalharam com fontes orais costumam  constatar sua presença marcante na memória dos entrevistados. Nos meios populares, ele foi o “Pai dos Pobres”, o governante que “deu” aos trabalhadores os direitos sociais. Sua lembrança é preservada e transmitida com veneração ás novas gerações. Mas não é esta imagem que tinha dele a elite paulista. Durante o depoimento de mais de trinta mulheres, de camadas sociais favorecidas, que vivenciaram os fatos políticos acontecidos entre 1910 e 1950, em São Paulo.
Getúlio Vargas aparece neste relatos a partir do momento em que ascende ao plano nacional, como Ministro da Fazenda e candidato á sucessão de Washington Luís. A derrota nas urnas, para o candidato paulista, Júlio Prestes, ensejou a Revolução de 30. Esse movimento marca o fim da Primeira República e leva Vargas ao poder, como chefe de Governo Provisório. Ele fora apoiado em São Paulo pelo Partido Democrático, dissidência do prestigioso Partido Republicano Paulista, o PRP. Mas em 1932 a elite política do Estado  se une contra Getúlio, o que vai deixar marcas profundas na memória paulista. Vargas promulgou a Constituição em 1934 e foi eleito Presidente. Decretou o Estado Novo em 1937, foi deposto em 1945 e no mesmo ano eleito senador pelo Rio Grande do Sul e por São Paulo. Em 1950 seria reconduzido, pelo voto popular, á Presidência da República, para um mandato que não chegou ao término.
      “ Saio da vida para entrar na História”, escreveu na sua carta-testamento. Entrou como ídolo, de fato para História...
                

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