Getúlio Vargas, é tido como
presidente mais popular que o país já teve. Sua memória ainda hoje é venerada.
Mulheres paulistas entrevistadas por uma socióloga o vêem, no entanto, como um
governante detestável.
Getúlio Vargas foi o político que
por mais tempo conduziu os destinos do Brasil republicano. Autores que
trabalharam com fontes orais costumam
constatar sua presença marcante na memória dos entrevistados. Nos meios populares,
ele foi o “Pai dos Pobres”, o governante que “deu” aos trabalhadores os
direitos sociais. Sua lembrança é preservada e transmitida com veneração ás
novas gerações. Mas não é esta imagem que tinha dele a elite paulista. Durante o
depoimento de mais de trinta mulheres, de camadas sociais favorecidas, que
vivenciaram os fatos políticos acontecidos entre 1910 e 1950, em São Paulo.
Getúlio Vargas aparece neste
relatos a partir do momento em que ascende ao plano nacional, como Ministro da
Fazenda e candidato á sucessão de Washington Luís. A derrota nas urnas, para o
candidato paulista, Júlio Prestes, ensejou a Revolução de 30. Esse movimento
marca o fim da Primeira República e leva Vargas ao poder, como chefe de Governo
Provisório. Ele fora apoiado em São Paulo pelo Partido Democrático, dissidência
do prestigioso Partido Republicano Paulista, o PRP. Mas em 1932 a elite
política do Estado se une contra
Getúlio, o que vai deixar marcas profundas na memória paulista. Vargas promulgou
a Constituição em 1934 e foi eleito Presidente. Decretou o Estado Novo em 1937,
foi deposto em 1945 e no mesmo ano eleito senador pelo Rio Grande do Sul e por
São Paulo. Em 1950 seria reconduzido, pelo voto popular, á Presidência da
República, para um mandato que não chegou ao término.
“ Saio da vida para entrar na História”,
escreveu na sua carta-testamento. Entrou como ídolo, de fato para História...
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